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Antissemita pede segundo holocausto para o povo judeu

Em comentário no Facebook, homem diz que um segundo holocausto seria bom para acabar com o suposto genocídio de palestinos pelo Estado de Israel

Uma página do Facebook chamada “Bolsonaro Presidente” postou no dia 9 de Dezembro, um vídeo sobre uma comemoração de Israelenses no Muro das Lamentações – Kotel – após o anúncio do Presidente Donald Trump de reconhecer Jerusalém como a capital do Estado de Israel.

A maioria dos comentários foi positiva, mas um comentário chamou a atenção. Um perfil de nome Helvio Conti Rossini publicou o seguinte comentário: ” Hora de um segundo holocausto pra eles se lembrarem como é bom carregar os filhos mortos em seus braços… exatamente como estão fazendo com os palestinos.

De acordo com seu perfil no Facebook, Helvio mora em uma pequena cidade da Suíça chamada de Lostallo, com cerca de 785 habitantes no censo de 2016 e é gerente de um studio de tatuagens chamada de Kuroi Sabato Tattoo.

O que mais impressiona em toda essa história é a petulante hipocrisia de alguém escrever, em pleno século XXI, que deseja o extermínio em massa de um povo, mas ao mesmo tempo alterar a foto de perfil com a bandeira LGBT.

Israel é o único país do Oriente Médio com uma democracia consolidada, com direitos iguais para homens, mulheres, comunidade LGBT, liberdade de expressão e orientação religiosa, com uma economia de livre-comércio que prospera dia após dia, além de tratar todos os seus cidadãos de maneira igualitária perante a lei.

Os árabes-israelenses são cidadão plenos, com acesso a educação, saúde e segurança, além de servirem o exército, inclusive em conflitos contra os terroristas palestinos do Hamas e Fatah (sendo o último curiosamente membro da Internacional Socialista e do Party of European Socialists).

No entanto, ainda assim, existem pessoas que preferem ceder a um discurso pseudo-intelectual e de paz, mas ao mesmo tempo, defendendo extermínios em massa e destruição de povos inteiros. Bem-vindos ao mundo pós-moderno.

Wesley Gawlinski/Revista Opinião

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